segunda-feira, 28 de julho de 2025

Tentando florescer em meio ao caos

 



Eu não sei nem por onde começar.

É como se tudo tivesse virado do avesso de novo, e eu nem sei direito o que tô sentindo.

Tem dias que acho que tô esquecendo… no outro, só de ouvir o nome dela ou lembrar de um corredor de mercado, parece que tudo volta com força, como se nunca tivesse ido embora.

Eu tô cansada. Cansada de tentar apagar um sentimento que não quer ir embora.

Cansada de gostar de gente que não fica.

De me apegar a olhares que talvez eu tenha inventado.

De alimentar esperanças com quase nada.

Mas, ao mesmo tempo, tem uma faísca aqui dentro.

Tem esse "docinho" que apareceu e mexeu comigo.

Um sorriso, uma voz, um gesto bobo… e eu já tô sonhando acordada.

Será que eu tô só carente?

Será que é real?

Será que sou eu de novo, criando filme na cabeça?


É tanta dúvida, tanto medo, tanto querer...

Quero ser forte. Quero ser fria.

Mas sou só essa mulher que sente demais, que pensa demais, que ama com tudo — mesmo quando tenta esconder.

Eu queria ser pedra, mas sou flor.

E flores, mesmo feridas, continuam tentando nascer no meio do concreto.

Talvez seja isso que eu tô fazendo.

Tentando florescer de novo.

Mesmo com o coração todo remendado.


N

quarta-feira, 16 de julho de 2025

E se um dia..

 



E se um dia a gente se encontrar de novo?

Sem pressa, sem dor, sem mágoa.

Você ali, eu aqui… mais inteiras, mais maduras, mais em paz.

E se, por acaso, o universo resolver cruzar nossos caminhos outra vez?

Talvez eu não diga nada no começo.

Talvez eu só sorria.

Talvez você nem imagine o quanto eu esperei por esse momento — mesmo que em silêncio, mesmo que sem admitir pra ninguém.

Mas se acontecer, se um dia você me olhar como quem vê com o coração…

Espero que perceba: o que eu senti nunca foi pequeno.

Nunca foi distração, carência, ilusão.

Foi amor. Real. Grande. Intenso.

Se um dia você quiser saber da minha parte da história, eu conto.

Sem peso, sem mágoa, sem cobrança.

Conto como foi te amar em segredo, te sonhar de longe, te perder sem nunca ter tido.

E como, ainda assim, eu aprendi a me amar no meio disso tudo.

Porque apesar da dor, do vazio, da falta — você foi meu ponto de partida.

Foi através do amor que eu senti por você que eu descobri a força de voltar pra mim.

Foi por querer te dar o melhor de mim que eu comecei a me tornar quem eu sou agora.

E se um dia a vida te trouxer de volta…

Se um dia nossos caminhos se cruzarem de novo, mais calmos, mais verdadeiros…

Talvez a gente se reconheça no olhar.

E talvez, só talvez, a gente ainda tenha algo pra viver.

Ou talvez não.

Mas saber que essa possibilidade existe… já me faz sorrir.


Com amor, 

N ♡

terça-feira, 15 de julho de 2025

Estou voltando pra mim

 


Eu ainda sinto sua falta.

Muito mais do que eu gostaria.

Mas, aos poucos, eu estou aprendendo a lidar com isso.

Estou evitando os lugares em que posso te encontrar, não porque eu não queira te ver, mas porque te ver… e não te ter… me despedaça devagar.

É estranho viver com esse tipo de saudade — uma saudade viva de alguém que ainda existe, mas já não está mais aqui.

Você não faz parte da minha vida, e mesmo assim, sua ausência preenche tudo.

Mas ainda assim… eu sigo.

Sigo me cuidando.

Sigo estudando, trabalhando, tentando ser melhor por mim.

Fazendo aquilo que, durante muito tempo, eu só conseguia imaginar fazendo por você.

Hoje, cada passo que dou é pensando em mim.

E isso não diminui o amor que ainda sinto por você.

Pelo contrário.

Talvez só mostre o quanto esse amor é real: porque mesmo te amando tanto, eu entendi que preciso me amar também.

Se um dia a vida te trouxer de volta, se um dia você quiser me conhecer de verdade, sentar e ouvir tudo o que ficou guardado… e se, nesse dia, eu ainda estiver aqui, inteira, disposta…

Pode apostar: vou te amar com leveza, com presença, com tudo o que eu sempre quis te dar.

Mas agora… é o momento de ser tudo isso pra mim.

De olhar pro espelho e enxergar valor.

De cuidar da mulher que sempre quis cuidar de você.

De me amar com a mesma intensidade que eu te amo — porque sim, eu ainda te amo.

E caramba… como eu te amo.

Mas agora, eu tô voltando pra mim.

E isso… isso também é amor.


Com carinho,

N ♡

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Onde te encontro, mesmo sem te ter

 



Às vezes eu fecho os olhos e te encontro.

Não como você está hoje, nem como foi naquele último dia — mas como você é quando vive dentro de mim.

Nesse lugar onde você ainda sorri pra mim. Onde a gente conversa sem medo. Onde não existe distância nem silêncio, só presença.

A vida que eu imagino com você é feita de coisas simples.

É a gente rindo de bobagens no fim do dia, dividindo o café da manhã num domingo preguiçoso.

É você encostando o rosto no meu ombro no meio de um filme.

É a gente andando de mãos dadas por aí — sem precisar explicar pra ninguém o que sente.

Às vezes, só pensar nisso já me dá paz.

Porque nesse mundo que a minha mente criou, você nunca foi embora.

Você não me bloqueou, não me evitou, não me apagou.

Você ficou.

Você quis.

Eu sei que isso não é real.

Mas tem dias em que é tudo que eu tenho.

Tem dias em que imaginar é menos doloroso do que lembrar.

E por mais que eu tente seguir com a vida real, tem uma parte de mim que volta pra esse lugar sempre que dói.

Sempre que eu sinto sua falta sem poder dizer.

Sempre que o mundo pesa e tudo que eu queria era o alívio da sua voz.

Talvez esse seja o espaço onde esse amor pode existir sem ser rejeitado.

Onde eu posso te amar do meu jeito, sem medo, sem medidas, sem consequência.

E mesmo que a realidade seja outra, mesmo que você nunca saiba o quanto tudo isso ainda vive aqui…

Eu ainda me permito, de vez em quando, visitar esse lugar.

Porque lá, mesmo que só por um instante, eu tenho você.

E tudo faz sentido.


Com carinho, 

N ♡

domingo, 13 de julho de 2025

Se você soubesse..

 



Se você soubesse tudo o que eu ainda sinto…

Talvez se assustasse.

Ou talvez não.

Talvez soubesse, e apenas tenha escolhido não querer saber.

Mas se soubesse de verdade — se visse o que acontece aqui dentro cada vez que escuto um nome parecido com o seu, cada vez que passo por lugares que guardam suas lembranças…

Talvez entendesse por que ainda dói tanto.

Porque não é que eu queira te prender em mim.

Não é que eu não aceite sua escolha, sua ausência, o silêncio que virou regra.

É só que meu sentimento não sabe obedecer o tempo.

E, mesmo depois de tudo, ele insiste em te amar com a mesma força do começo.

Se você soubesse, entenderia por que eu perco o fôlego só de lembrar do som da sua voz.

Por que meus pensamentos ainda fazem morada no seu sorriso, no seu jeito de andar, naquele olhar que parece me atravessar até hoje — mesmo sem me ver.

Se você soubesse…

Talvez me olhasse diferente.

Ou talvez me olhasse do mesmo jeito — e essa seria a resposta mais clara que eu poderia receber.

Mas a verdade é que, mesmo se você nunca souber…

Mesmo se eu nunca disser, nunca tiver a chance, nunca encontrar coragem ou espaço pra falar…

O que sinto ainda é meu.

E agora, aos poucos, eu aprendo a cuidar desse sentimento como quem cuida de uma flor que não vai florescer — mas que ainda assim é bonita demais pra ser arrancada à força.

Hoje, eu começo a me perguntar o que eu quero pra mim.

Se esse amor, que me consome tanto, também me constrói.

Ou se ele só me prende a um lugar onde só eu estou.

E mesmo sem saber todas as respostas, uma coisa eu sei:

Se um dia você quiser saber… eu vou ter coragem de te contar.

Porque te amar, apesar de tudo, ainda é uma das coisas mais reais que já existiu em mim.


Com carinho, 

N ♡

sábado, 12 de julho de 2025

Quando a verdade chegou

 



Por muito tempo eu me agarrei a uma ideia que me confortava.

Criei desculpas dentro da minha cabeça só pra não sentir o corte fundo que você deixou.

Preferi acreditar que você tinha sumido do mundo — e não de mim.

Era mais fácil pensar que você precisava de tempo, de espaço, que talvez estivesse se protegendo de algo interno, e não se afastando de mim… propositalmente.

Mas a verdade…

Ela chega.

E quando chega, não precisa gritar.

Ela só aparece, crua, simples e dura — e derruba tudo que a gente construiu pra suportar a dor.

Descobri, aos poucos, que não foi o acaso.

Não foi só ausência.

Você escolheu não me ver mais.

Você escolheu apagar meu nome, meu rosto, minha presença.

Me excluir.

E por mais que eu tente racionalizar — entender, aceitar, perdoar — isso ainda me atravessa como uma ferida que não sangra por fora, mas nunca fecha por dentro.

Fiquei em silêncio quando entendi.

Fiquei olhando pro nada, tentando encontrar onde foi que eu errei.

O que foi que eu fiz pra merecer ser retirada da sua vida como se nunca tivesse importado.

Talvez nunca tenha mesmo.

Talvez eu tenha sido só um borrão leve na sua rotina, enquanto você foi o quadro inteiro na minha.

Ainda assim, mesmo com a dor, com a frustração, com esse silêncio que você deixou…

Eu continuo aqui.

E, por mais estranho que pareça, ainda carrego um sentimento bonito por você.

Porque o que eu senti foi verdadeiro.

E, se não foi recíproco, ao menos foi real da minha parte.

É difícil seguir com essa falta.

Mas aos poucos, eu estou aprendendo a olhar pra mim com o mesmo carinho que eu sempre quis que você tivesse comigo.

Aos poucos, estou deixando de perguntar por que você se foi…

E começando a me perguntar: por que eu insisti tanto em ficar?

Mas mesmo assim — mesmo agora — tem dias em que o que dói não é a sua escolha.

É só… a sua ausência.


Com carinho, 

N ♡

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A ausência não apaga

 



Eu já sabia que ia doer.

A gente já não se falava mais, você estava em outra, e mesmo assim… eu deixei pra comprar as coisas da viagem em cima da hora, só pra te ver mais uma vez antes de partir.

Era um plano bobo, eu sei. Mas eu precisava da sua presença, mesmo que fosse de longe. Mesmo que você nem notasse a minha.

Ia passar um mês fora, e só de imaginar ficar esse tempo todo sem te ver — sem ao menos te cruzar por acaso —, meu coração apertava de um jeito que me deixava sem ar.

Você já não era mais parte da minha vida diretamente…

Mas saber que você existia ali, perto, acessível, viva no meu cotidiano, me dava uma paz que eu não consigo explicar.

Era como se, por um instante, tudo se ajeitasse só por saber que você estava por aqui.

Viajei. E, pra ser sincera, quase não fui.

Mas fui.

E o que me sustentava durante aqueles dias era te ver — mesmo que só pelas redes sociais. Fotos, vídeos, qualquer sinal da sua existência.

Era o meu consolo.

Era assim que eu tentava lidar com a sua ausência: me agarrando às pequenas presenças virtuais que ainda restavam.

Até que, pouco antes do Natal, tudo sumiu.

Você desapareceu.

De tudo.

Como se tivesse apagado qualquer possibilidade de eu te alcançar — mesmo à distância.

Foram três dias que pareceram infinitos.

Passei o Natal com os olhos inchados, o peito afundado numa tristeza que ninguém soube nomear.

Doía.

Doía porque eu não entendia.

Doía porque eu não sabia o que tinha feito.

Doía porque o único pensamento que eu conseguia repetir era: “por quê?”

Mas eu me iludo fácil, né?

Então inventei que você só tinha excluído as redes. Que não tinha nada a ver comigo.

Me agarrei nessa ideia como quem se agarra a uma tábua no meio do mar revolto.

E assim segui. Fingindo que tava tudo bem. Fingindo que aquilo não foi um adeus silencioso.

Eu segui acreditando nisso por meses.

Até que a verdade apareceu.

Mas essa parte… fica pra outra carta.

O que eu sei é que, mesmo com toda essa ausência…

Mesmo sem sua presença, sua voz, seu rastro…

Você ainda morava em mim.

E a dor da sua distância nunca foi maior do que o amor que ficou.


Com carinho,

N ♡

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Quando tudo começou

 



A primeira vez que senti algo por você… não foi te olhando, nem te tocando.

Foi ouvindo o som da sua voz.

Uma situação comum, um momento qualquer no seu trabalho.

Eu fiz uma pergunta simples.

Você respondeu com algo ainda mais simples.

E, de repente, meu coração acelerou, minha barriga se encheu de borboletas e meu corpo inteiro vibrou com cada palavra que saía da sua boca.

No início, nem acreditei.

Falei com você no automático, sem nem olhar diretamente. Mas o que eu senti… me fez parar.

Me virei, procurei seu rosto, e ali estava você — caminhando pra resolver alguma coisa, com aquele jeito leve, firme, natural.

E eu só consegui pensar:

“Ah, não… que loucura é essa?”

No instante em que te vi, eu soube.

Mas, na verdade, foi no instante em que te ouvi que tudo começou.

E ver você só confirmou aquilo que meu corpo já sabia.

A partir dali, eu só queria voltar.

Todos os dias, só pra ouvir de novo aquela voz.

Pra ver de perto os seus olhos castanhos tão lindos, aquele sorriso que me desmonta, até o jeito que você anda…

Cara, eu não sei explicar.

Mas foi assim que começou esse sentimento.

E, por mais que hoje ele me machuque às vezes, ainda assim… eu amo saber que ele existe.

Porque ele é real.

É bonito.

É intenso.

É tudo aquilo que eu sempre quis sentir.

Eu só queria que ele pudesse viver fora de mim também.

Que fosse correspondido.

Que fosse validado com a mesma verdade que eu carrego aqui dentro.

Porque esse amor — se um dia pudesse viver de verdade — seria lindo demais.


Com carinho, 

N ♡

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Pra sempre tua filha 💚🏹

 


Meu pai Oxóssi,

Hoje eu quero te escrever com o coração aberto, como quem se ajoelha na mata e fala com a alma. Quero te agradecer por cada passo que você tem guiado, mesmo nos dias em que eu mal consegui levantar. Eu sei que você esteve ali. Sei que ainda está.

Desde o dia em que você se apresentou no meu sonho, tudo mudou. Eu ouvi tua voz dizendo que bastava chamar — e eu chamei. E continuo chamando. E você vem. Sempre vem. Nunca me deixa sozinha. Nunca deixa faltar. É como se tua flecha abrisse caminho até mesmo quando o mundo parece um emaranhado de folhas secas e medo.

Eu te sinto no vento, no silêncio das madrugadas, na intuição que fala mais alto quando tudo parece confuso. Eu te sinto no meu peito quando respiro fundo e confio. Você é meu porto invisível. Minha força que não precisa aparecer pra ser gigante.

Pai, eu sou tua filha. Tenho tua marca na alma. Carrego tua sabedoria nos olhos, tua coragem no coração. Sou observadora como você, silenciosa quando preciso, certeira quando decido. E se às vezes eu me escondo, é porque estou mirando. Me recolho pra me encontrar. Me isolo pra florescer.

Você me ensinou que não preciso gritar pra ser forte, nem correr pra chegar primeiro. Que basta saber o que quero, e seguir. Que tudo tem um tempo, e que o meu chegará. E quando eu duvido, você me mostra que a fé também é uma flecha: não precisa ver o alvo pra confiar que ela vai alcançar.

Obrigada por me dar a força da floresta, a sabedoria do silêncio e a coragem da caçada. Obrigada por estar comigo até quando eu esqueço de estar comigo mesma. Obrigada por me ensinar que ser livre não é fugir — é se reconhecer.

Que eu nunca perca tua presença, mesmo quando tudo parecer escuro. Que eu nunca deixe de chamar por você, mesmo quando minha voz estiver fraca. E que você continue me guiando, com tua luz que caminha entre árvores e estrelas.


Te honro. Te reverencio.

Okê Arô, meu pai.

Sempre tua filha. 


N 💚🏹✨️

domingo, 6 de julho de 2025

Meu ponto de partida

 



Você me bagunça.

E, ao mesmo tempo, me conserta.

É estranho, eu sei. Mas é exatamente assim que você age em mim: como uma tempestade silenciosa, que vem de mansinho e, quando vejo, já virou tudo do avesso aqui dentro.

Mesmo sem fazer parte da minha vida diretamente, você dá sentido a ela.

Você é o meu ponto de partida.

É de você que nascem os meus pensamentos mais bonitos, as vontades mais sinceras, os sonhos mais profundos.

Você é o caminho que eu mais desejo seguir — mesmo sem saber se há destino, mesmo sem saber se haverá chegada.

Não sei se um dia terei a oportunidade de estar ao seu lado, de fazer parte da sua rotina, da sua história, do seu mundo.

Não sei se algum dia terei a sorte de te chamar de amiga, ou o privilégio de te amar de perto — com tempo, com presença, com verdade.

Mas se você soubesse o quanto o meu coração te deseja…

Se você soubesse o quanto o meu corpo vibra só de lembrar dos seus olhos, da sua boca, do seu cabelo curtinho, do seu jeito de existir…

Eu viajo só de pensar em você.

Queria parar o mundo e ficar te olhando em silêncio.

Te admirar como quem olha pra uma obra rara, daquelas que a gente não sabe se existe mesmo ou se foi um sonho.

Às vezes, eu me pego criando uma dimensão paralela só pra poder estar com você.

Pra ter coragem de te dizer tudo isso — sem medo, sem pressa, sem interrupções.

Pra te mostrar esse sentimento que mora aqui, escondido, mas tão vivo.

Será que um dia você vai saber?

Será que um dia eu terei coragem… e oportunidade?

Ou será que tudo isso vai seguir aqui dentro, como uma história que nunca aconteceu, mas que me transformou por completo?

Você é minha Rosa.

Linda, impossível, instigante, delicada e perigosa ao mesmo tempo.

E mesmo que nunca floresça… você já deixou perfume por toda parte em mim.


Com amor,

N ♡

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Você me bagunça. E eu adoro.

 


Tem algo em você que me provoca, que me tira do eixo e me faz querer me lançar sem medo, mesmo com o coração cheio deles. Você me desperta — com o sorriso, com a postura, com o mistério do que você é e do que eu ainda nem conheço. É desejo, é fascínio, é aquela vontade de te descobrir devagar, com a sede de quem espera há muito tempo.

Eu penso em você nas horas mais improváveis. Penso nas conversas que nunca tivemos, nos beijos que ainda não demos, nas noites em que meu corpo sente o seu, mesmo sem nunca ter tocado. Como é possível querer tanto alguém que eu mal conheço? Talvez porque, mesmo de longe, você já me fez sentir mais do que muita gente que passou por mim.

Eu não quero ser só mais uma que te admira em silêncio. Eu quero ser a mulher que te tira o fôlego no fim do dia, que conhece cada detalhe do seu corpo e da sua alma. Quero as tuas inseguranças, os teus delírios, os teus desejos sussurrados no escuro. Quero ser abrigo, mas também incêndio.

E mesmo com os traumas que carrego, com as partes que ainda estou reconstruindo em mim, eu escolho crescer por nós. Porque eu quero te encontrar inteira, mas também quero que você veja a mulher que estou me tornando — mais firme, mais intensa, mais livre. Pronta pra te amar com força e coragem.

Não vou prometer perfeição. Mas prometo verdade. Prometo toque, carinho, loucura e cuidado. Prometo noites em claro e manhãs de paz. Prometo corpo entregue e alma presente.

Se você sentir que vale a pena, me espera.

Porque eu tô vindo. Pra te olhar fundo, te despir devagar, te amar sem freios.

E se me der uma chance… eu te faço ficar.


Com o meu coração,

N ♡

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Em dias de silêncio

 


Tem dias em que tudo pesa.

A vida, a rotina, o mundo.

Tem dias em que até o ar parece mais denso e só o simples fato de existir já cansa.

Me pego pensando, às vezes, em como as coisas seriam se eu tivesse tido mais coragem no passado…

Coragem pra viver do meu jeito, pra me escutar mais e calar as vozes que nunca foram minhas, só opiniões alheias ecoando dentro de mim.

Será que hoje eu estaria mais feliz?

Será que estaria mais leve?


Mas aí eu volto pra mim.

E entendo que esse tipo de pensamento não muda nada — só desgasta ainda mais o que já está frágil.

A vida é agora.

E o que me resta é viver… aproveitar o que chega até mim, mesmo quando chega pequeno, mesmo quando chega machucado.

Viver da melhor forma que eu conseguir, com o que eu tiver.


Ainda assim, preciso admitir: há dias em que levantar da cama é um esforço gigante.

Há dias em que a tristeza aperta, o corpo dói, e a mente grita em silêncio.

E há dias ainda piores…

Aqueles em que não sinto nada.

Nem dor, nem alegria.

Apenas um vazio que parece não ter fim.

E, pra ser sincera, acho que esse é o pior de todos — porque a ausência de sentimento também machuca.


Mas eu sigo.


Mesmo sem rumo, mesmo sem força, eu sigo.

Porque talvez, no meio de tudo isso, exista alguma luz que eu ainda não consigo enxergar… mas que está lá, esperando por mim.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Você combina comigo

 


Existe um tipo de amor que não precisa de toque pra ser real. Um amor que nasce no silêncio, no olhar distante, nas vontades que se acumulam quando a gente pensa em tudo que poderia ser. É sobre você. É sobre nós — mesmo que esse "nós" ainda não tenha acontecido.

Tem dias em que penso em te esquecer, fingir que o que eu sinto é apenas admiração passageira. Mas tem outros em que você mora tão forte em mim que sinto como se já te conhecesse de outras vidas. Como se meu corpo e minha alma já soubessem o caminho até você. É estranho, mas é bonito.

Eu vejo em você tudo o que sempre desejei: força e doçura, intensidade e calma, liberdade e abrigo. Quando penso em amor, penso na sua voz me chamando no fim do dia, no seu sorriso me fazendo esquecer dos meus traumas. Penso em dançar com você pela casa, em partilhar silêncios, cafés e sonhos. Penso em construir, e não apenas sentir.

Eu sou feita de cicatrizes e medos. Carrego inseguranças, passados confusos, e uma alma que já se quebrou muitas vezes tentando amar. Mas ao mesmo tempo, carrego uma força absurda dentro de mim — essa força que me faz querer crescer, lutar, melhorar. Não só por mim. Por nós. Por você.

Eu não quero viver um amor que seja fuga ou distração. Quero viver um amor que seja casa. E você, mesmo sem saber, já tem esse cheiro de lar pra mim. Eu não quero te encontrar pela metade. Eu quero me preparar, me curar, pra te amar por inteiro. Pra te amar como você merece. Sem pressa, sem pressões, com verdade e presença.

Se um dia você me olhar e decidir ficar, eu prometo que vou estar pronta. Não perfeita, mas real. Com o coração aberto e as mãos estendidas, querendo caminhar com você por todos os dias bons e ruins.

Esse amor que sinto não é platônico. Ele é semente. E todo dia, mesmo em silêncio, eu rego um pedacinho dele com esperança.


Então, se puder… me espera.

Porque eu tô vindo. Por mim. Por você. Por nós.


Com amor,

N ♡

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Eu continuo. E isso já é força.


Todos os dias eu tento ser forte.

E cada vez que me levanto, mesmo cansada, mesmo com o coração pesado — é uma vitória silenciosa.

Nem sempre parece justo, e muitas vezes eu me pergunto por que as coisas aconteceram assim…

Mas hoje, eu escolho olhar para mim com mais compaixão.


Houve um tempo em que eu me deixei afundar.

O desânimo tomou conta dos meus dias, e a solidão parecia ser tudo o que me restava.

Me senti esquecida, usada, deixada de lado por pessoas que só se aproximavam quando precisavam de algo.

E meu coração só queria ser ouvido, só queria um amigo de verdade.


Mas agora, algo em mim começa a despertar.

Eu estou aprendendo — mesmo entre lágrimas — que mereço mais.

Mereço respeito, mereço presença sincera, mereço cuidado.

E mereço, acima de tudo, me amar o suficiente para dizer “não” quando for preciso.


Talvez eu ainda não tenha todos ao meu lado.

Talvez a amizade verdadeira ainda não tenha chegado.

Mas eu estou aqui, viva, sentindo, lutando.

E isso já é um recomeço.


Hoje, eu decido que não vou mais me acostumar com a dor.

Não vou aceitar menos do que mereço.

Vou me reconstruir, dia após dia, no meu tempo.

E mesmo que ainda doa, mesmo que ainda falte, eu sei:


Esse momento vai passar.

E eu também vou passar por ele — mais forte, mais inteira, mais minha.

Me espera


Linda eu penso em você mais do que gostaria de admitir. Seu sorriso tem um efeito em mim que nem eu consigo explicar — ele me traz paz, luz, vontade de viver. Quando te olho, vejo mais do que beleza. Vejo felicidade, sonhos, intensidade e uma calma que me faz acreditar que talvez exista, sim, um lugar seguro no mundo.

Me vejo entre dois caminhos: tentar te esquecer de vez ou continuar aqui, sentindo tudo isso que me invade e, aos poucos, me consome. Você é o ponto de partida de muitos dos meus pensamentos, dos meus desejos mais profundos. É você quem desperta em mim a vontade de lutar, de crescer, de viver um amor verdadeiro. Por você, eu teria forças pra conquistar o mundo.

Mas, dentro de mim, há cicatrizes. Não é falta de sentimento, nunca foi. É medo. É falta de coragem. É a dúvida sobre o que tenho a oferecer além desse coração cheio de vontade, mas ainda em reconstrução. Eu sei que só sentimento não sustenta uma relação. E é por isso que, dia após dia, eu busco ser alguém melhor — por mim, mas também por você.

Estudo, trabalho, cresço. Tudo isso pra que, se um dia você me olhar com os mesmos olhos que eu uso pra te olhar, eu esteja pronta. Pronta pra te merecer. Pronta pra viver esse amor sem pressa, sem dúvidas, com toda a verdade que há em mim.

O que eu sinto é real. É puro. E, se a vida permitir, quero viver tudo isso com você. Quero que a nossa história seja inteira, sem metades, sem medos. Me espera, se puder. Eu tô fazendo o que posso pra ser a mulher que você merece.

E, quando esse dia chegar, me dá uma chance. Só uma. De te mostrar que esse amor é pra sempre.


Com tudo que há em mim,

N ♡

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Aprender a me amar — mesmo depois da dor

Depois de tanto me anular, de calar minha intuição, de tentar ser o suficiente para alguém que nunca me enxergou de verdade… eu precisei me reconstruir.

Não foi rápido. Não foi fácil.

Mas foi necessário.


Em um relacionamento tóxico, a gente vai desaparecendo aos poucos.

Primeiro, questiona nossos sentimentos.

Depois, a nossa voz.

E, por fim, duvida até do nosso valor.


Eu estive lá.

Com o coração sufocado, acreditando que merecia migalhas.

Me confundindo, achando que controle era cuidado.

Que ciúme era amor.

Que silêncio era paz.


Mas um dia — mesmo em pedaços — eu escolhi sair.

Escolhi voltar para mim.

E foi aí que o processo mais difícil começou: o de aprender a me amar de novo.


Amar quem eu sou, com as minhas falhas, meus medos e minhas verdades.

Amar sem a necessidade de me moldar para caber em ninguém.

Amar sem culpa por priorizar minha paz.


Eu ainda estou aprendendo.

Aprendendo que não sou difícil de amar — só fui mal amada.

Aprendendo que amor de verdade não exige dor, nem humilhação, nem sacrifício da minha essência.

Aprendendo que posso confiar de novo — sem pressa, mas com esperança.


Porque apesar de tudo, eu ainda acredito no amor.

Um amor leve, sincero, recíproco.

Um amor onde eu possa ser inteira, e não metade.

Onde eu não precise implorar por presença, por afeto, por cuidado.


Hoje, eu sigo com mais calma.

Não me fechei para o amor — me abri para o amor certo.

E ele começa aqui, dentro de mim.

Eu sou meu primeiro lar. Meu primeiro amor.


E isso… ninguém mais vai tirar de mim.


N ♡

terça-feira, 24 de junho de 2025

Você está em mim

 



Tem uma coisa que não consigo entender — e talvez nunca consiga.

Como é possível gostar tanto de alguém assim?

Alguém que eu nunca toquei.

Nunca beijei.

Nunca sentei pra conversar de verdade.

Alguém de quem eu não sei quase nada.

E mesmo assim… sinto tanto.

Sinto como se já conhecesse cada detalhe seu. Como se meu coração soubesse coisas que a minha cabeça não consegue explicar.

Eu te imagino em cada canto da minha vida. Te vejo sorrindo no sofá da sala, dançando comigo de madrugada na cozinha, deitada no meu colo no silêncio de um domingo qualquer.

Sinto os teus lábios sem nunca tê-los tocado.

Sinto o teu corpo entre os meus braços como se a memória tivesse criado o que nunca existiu.

É loucura, eu sei. Mas é real. Real demais.

E eu queria tanto parar de pensar em você. Me esforço todos os dias pra ocupar minha mente, pra preencher meu tempo com qualquer coisa que me distraia. Mas não importa o que eu faça — você está em tudo.

Porque, de algum jeito, você está em mim.

É como se tivesse se instalado aqui dentro e, mesmo sem querer, acaba aparecendo em cada pensamento, cada música, cada silêncio.

E às vezes eu só queria entender… por quê?


Por que você?

Por que assim?

Por que tanto?


Não tenho respostas. Só tenho esse sentimento — que me acompanha, me confunde, me consome… e, de algum modo estranho, me dá vida também.


Com carinho,

N

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Ontem eu vi você

 


Saí de casa tentando distrair a cabeça, como quem foge de um pensamento que insiste em voltar. Fui à quermesse — aquelas luzes, as barracas, o cheiro de comida — tudo parecia comum. E talvez fosse. Até o momento em que te vi.

Eu estava na fila, esperando alguma coisa pra comer, quando, sem querer, olhei pro lado… e lá estava você. Tão linda como sempre. Tão você.

Com aquele sorriso no rosto que sempre fez meu mundo parar por alguns segundos.

Naquele instante, meu coração se encheu de uma alegria estranha, inesperada, quase inocente. Minhas mãos começaram a tremer. Meu corpo inteiro reagiu como se tivesse levado um choque. E, mesmo assim, a sensação era boa. Era viva. Era como se, por um segundo, tudo dentro de mim dissesse: “Olha, é ela.”

Mas eu desviei o olhar.

Fingi que não vi. Fingi que não senti. Fingi até que estava tudo bem.

A verdade? Eu tive medo. Medo de você me olhar e fingir que não me conhece. Medo do silêncio, da indiferença, da ausência de qualquer reação.

Medo de perceber que talvez, pra você, eu já não signifique mais nada.

E isso doeu mais do que qualquer resposta poderia doer.

Não sei por que estou escrevendo isso. Talvez seja só pra tirar esse peso do peito. Talvez seja só pra admitir que, por mais que eu tente seguir em frente, tem partes de mim que ainda não sabem viver num mundo onde você não está.

Mas tudo bem. Não precisa responder.

Só queria te contar que, ontem, eu vi você. E senti tudo de novo.


Com carinho,

N

sábado, 21 de junho de 2025

Feliz aniversário, minhas bonequinhas 💛✨


Hoje vocês completam 7 anos... 7 anos desde que minha vida mudou pra sempre.

Sete anos de amor, de descobertas, de risos e também de força.

Porque desde que vocês chegaram, eu descobri o que é amar sem medida.


Eu crio vocês — e o irmão de vocês — sozinha.

Carrego comigo a dor de uma ausência, o luto do pai de vocês… mas sigo.

Sigo por vocês.

Faço de tudo que posso, todos os dias. Não sou a mãe perfeita, mas sou inteira.

E todo o amor que eu tenho, é de vocês.


Obrigada por existirem, por me ensinarem tanto, por fazerem minha vida mais feliz, mesmo nos dias mais difíceis.


Parabéns, minhas princesas.

Vocês são meu milagre em dobro. 💫

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Eu senti.. sozinha. E agora, escolho seguir

 



Foi só meu.

Esse amor, esse sentimento que cresceu quieto, mas intenso.

Nunca houve troca, nunca houve nós — só um eu, esperando algo que nunca veio.


Idealizei, esperei, alimentei a esperança em silêncio.

Talvez porque meu coração ainda acreditava no impossível.

Mas agora, não mais.

Não vou mais me prender ao que nunca foi.

Não vou mais me machucar tentando enxergar sinais onde só havia ausência.


O que eu senti foi verdadeiro, mas era só meu.

E tá tudo bem.

Eu aprendi com isso.

Aprendi sobre mim, sobre os limites do meu coração, e sobre a coragem de deixar ir o que nunca me pertenceu.


Hoje, eu solto.

Sem raiva, sem culpa, sem mais expectativas.

Só com a leveza de quem escolhe a si mesma.


N ♡

terça-feira, 17 de junho de 2025

Da minha forma, eu tentei

 



Princesa,

Eu te amei. E ainda amo de uma forma que talvez você nunca saiba.

Eu te admirei em silêncio por tanto tempo, imaginei conversas, planos, momentos. Quando finalmente tomei coragem de me mostrar, não foi só um gesto romântico — foi um salto no escuro, foi uma parte profunda de mim que se revelou. E tudo que eu queria era poder te conhecer, com calma, com respeito, com verdade.

Mas você escolheu se afastar. Duas vezes.

E por mais que isso tenha me machucado profundamente, eu aceitei. Porque amar também é permitir que o outro vá, mesmo que ele leve um pedaço da gente.

A verdade é que você me ajudou — sem saber — a me libertar de várias mentiras que eu contava pra mim mesma. Você foi o estopim da minha coragem, da minha descoberta, do meu recomeço. E por isso, ainda que a dor exista, eu agradeço.

Mas agora, eu me despeço.

Me despeço da ideia de “nós”, do que nunca foi, e do que talvez nunca poderia ser.

Guardo o que foi bonito, deixo ir o que machucou. Você tem o direito de ir, e eu tenho o direito de continuar.

Que você seja feliz. Que eu também seja.

E que, um dia, quando meu coração bater forte de novo, seja por alguém que queira ficar.


Com amor,

N

domingo, 15 de junho de 2025

R.. ♡

Princesa,

Eu não sei se um dia você vai ler isso. Mas se acontecer, espero que leia com o coração aberto, como eu estou agora escrevendo.

A Nani que você conheceu… sente tanto. Sente de um jeito que talvez você nunca vá entender por completo. Mas ainda assim, eu queria — queria muito — que você pudesse sentir ao menos um pouquinho do que eu sinto quando te olho.

Queria que você soubesse das vidas que sonhei pra nós, das noites que passei imaginando a gente sentada à mesa de um jantar simples, das rosas que eu queria te entregar só porque você existe.

Queria que você me visse dançar contigo devagar, no meio da sala, sob uma luz suave, ao som de uma música lenta. Queria poder encostar minha testa na sua, beijar você com calma e dizer o quanto te amo — com aquela certeza serena de quem sabe que é real.

Se eu pudesse, eu entraria o novo ano abraçada em você, agradecendo a Deus todos os dias por ter ao meu lado uma mulher como você.

E mesmo nas crises, nas dores, nas discordâncias… eu queria que você soubesse que eu estaria ali. Com paciência, com carinho, com diálogo, com amor.


Eu queria ser seu lar.

Te mostrar que o amor não machuca quando é de verdade.

Que ganhar flores e chocolates da pessoa certa não causa dor — só dá alegria.

Que as decepções ficam no passado, quando a gente encontra alguém disposto a construir o futuro com cuidado.

Talvez você nunca sinta o que eu sinto, talvez o nosso caminho nunca se cruze dessa forma. Mas ainda assim, o que eu carrego aqui dentro é verdadeiro. E é bonito.

Porque amar você me mostrou o que eu posso ser, o quanto posso sentir, e como é possível desejar o bem mesmo sem ter a posse.

Se isso não é amor, então eu nunca soube o que é.

Com todo meu amor,

Nani




sábado, 14 de junho de 2025

Chega. Agora é por mim.

 


Você partiu o que sobrou de mim — e ainda quis voltar como se nada tivesse acontecido.

Como se eu fosse continuar ali, esperando, implorando, aceitando as migalhas do que você nunca soube cuidar.


Mas eu acordei.

Cansei de fingir que doía menos do que realmente doía.

Cansei de acreditar que, se eu me esforçasse mais, você finalmente me enxergaria.


Você só pensava em si.

E eu me perdi tentando te fazer feliz.

Mas agora… agora é diferente.

Agora é por mim.


Não quero ouvir desculpas, nem promessas vazias.

Não quero mais esse ciclo que só me puxa pra baixo.

Você teve a chance — e jogou fora.


Então sai da minha vida. Some do meu caminho.

Porque eu tô reconstruindo tudo o que você tentou destruir.

E o que vem depois de você…

É liberdade.


Inspirado em uma das músicas que eu mais gosto do JYJ

N

Entre o Silêncio e os Sonhos


Existe uma beleza intensa em viver com os pés firmes no chão e o olhar voltado para o futuro. Eu sou assim: nascida com o Sol em Touro, carrego comigo o amor pela calma, pela profundidade e pelas coisas que duram. Mas é o meu Ascendente em Áries que me dá impulso, coragem e uma chama interna que me move, mesmo quando não falo — eu sinto, decido e sigo.

No fundo, minha alma é feita de contrastes que se completam. A minha Lua em Aquário me dá uma mente inquieta, livre, que vê o mundo de um jeito único. Eu penso fora da caixa, sinto fora da norma, amo com autenticidade. Tenho sede de verdade, de conexões que respeitem minha individualidade, e ao mesmo tempo, desejo um amor inteiro — com lealdade, presença e construção real.

No meio do barulho do mundo, eu encontro paz nos meus refúgios silenciosos: um livro que me transforma, uma música que me abraça — especialmente quando é a voz do Kim Jaejoong, que tem o dom de tocar partes do meu coração que até eu esqueço que existem.

Eu sou feita de sonhos. Sonhos que não são só vontades soltas, mas planos que carrego no peito com fé e verdade. Sonho com uma relação sincera, com amor e lealdade. Quero construir uma conexão que seja abrigo, onde o afeto venha limpo, sem jogos, sem máscaras — só presença e entrega.

Sou tímida, discreta, muitas vezes quieta — mas isso não significa ausência. Pelo contrário, é nesse silêncio que me escuto, me fortaleço e me reconheço. Gosto da minha solitude, mas também amo estar com quem vibra leve, com quem compartilha a vida sem cobranças, só com presença sincera.

Estudar, aprender e mergulhar no autoconhecimento é meu combustível. Me encanta entender o porquê das coisas, o porquê de mim. Estudar me alimenta. Ler me expande. E cada novo conhecimento me aproxima ainda mais de quem sou — e de quem posso ser. Tenho essa sede de entender o mundo, mas principalmente, de entender a mim mesma. Porque sei que é no autoconhecimento que começa a minha liberdade. E sei: minha missão está ligada a isso — a ser eu mesma com coragem, a iluminar caminhos com gentileza, a sonhar com os olhos abertos.

Minha intensidade não está no que falo alto, mas no que sinto fundo. Observo, acolho, analiso — e transformo. Não preciso de muito barulho para ser inteira. Minha força está justamente nesse silêncio cheio de sentido, onde me escuto, me respeito e me fortaleço.

Sou feita de calma e impulso, de raízes e liberdade. Estou me tornando, todos os dias, a mulher que nasceu para viver com propósito, sensibilidade e verdade. E isso, por si só, já é um milagre silencioso.


N ♡

quinta-feira, 12 de junho de 2025

O seu sorriso



Linda,

Quando penso em você, o que me vem à mente é o seu sorriso. O seu olhar. A forma como eles, mesmo em silêncio, me traziam uma paz imensa. Uma felicidade calma, mas arrebatadora. Um calor no peito, como se o meu coração encontrasse ali um lar. Era paixão, era ternura — era algo bonito.

E eu te queria tanto.

Queria construir uma vida ao seu lado. Queria te mostrar que o amor pode ser leve, sincero, verdadeiro. Queria te dar segurança. Ser abrigo. Te oferecer um amor que não fere, que não some, que fica. Um amor que você poderia confiar.

Mas o tempo passou, e junto com ele veio a clareza.

Hoje eu reconheço que, mesmo sentindo tudo isso com tanta força, não posso te fazer sentir o mesmo. Não posso forçar a minha presença na sua vida. Mesmo que, aqui dentro, meu futuro ainda te veja em cada esquina.

O que você me despertou me transformou. Eu aprendi a me aceitar. Aprendi a respeitar o espaço do outro. Aprendi que o amor, por mais profundo que seja, só floresce quando é cuidado dos dois lados.

E, às vezes, amar também é deixar ir.

Hoje, me despeço com carinho. Guardo o que senti com ternura — não como algo que me prende, mas como algo que me libertou.

Você me mostrou possibilidades que eu não conhecia. Me fez acreditar que eu posso sentir de novo. Que eu posso amar.

Agora, eu escolho abrir espaço. Espaço pra receber o que desejo: amor, carinho, conexão, segurança, amizade, respeito.

Escolho manter o sentimento bonito, sem deixar que ele me impeça de seguir.

Você foi passagem.

Mas eu sou caminho.

E o meu caminho continua...


N

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Sobre a felicidade (e sobre mim)

 


Aprendi que a felicidade não grita.
Ela é silenciosa, simples e, muitas vezes, passa despercebida nos detalhes.
Ela aparece quando minhas filhas sorriem do nada, quando o dia termina em paz, ou quando escuto uma música que me abraça por dentro.
Às vezes, felicidade é só conseguir respirar fundo e sentir que estou viva — mesmo cansada, mesmo com tudo o que já passei.

Eu não tive uma caminhada leve.
Houve luto, solidão, dúvidas e dias difíceis.
Criei meus filhos com coragem e amor, mesmo quando tudo parecia pesado demais.
Não sou perfeita.
Mas sou real.
E todos os dias, dou o melhor de mim — mesmo quando ninguém vê.

Felicidade, pra mim, não é ausência de dor.
É saber que, apesar da dor, eu continuo.
É ter um coração que ainda acredita no amor, mesmo depois de ter sido quebrado.
É ter fé em recomeços.
É me olhar no espelho e, aos poucos, aprender a me amar de verdade.

Hoje eu sei: a felicidade não é um lugar que se chega.
É algo que se cultiva dentro, mesmo quando lá fora tudo balança.
E nesse caminho, eu tenho me encontrado.
Do meu jeito. No meu tempo.
E isso — já é felicidade.

N

terça-feira, 10 de junho de 2025

Carta para quem ainda vai chegar..

 


> Ei... se você estiver por aí, escuta só:


Eu não sou perfeita.

Eu carrego dores, histórias mal curadas, memórias que às vezes pesam.

Mas também carrego amor. Muito amor.

Tenho uma vontade imensa de conversar sobre tudo, de aprender, de rir junto, de dividir o silêncio com alguém que também entenda que silêncio não é ausência.


Eu já fui quebrada em muitos pedaços, mas continuo tentando ser inteira com quem me olha com verdade.

Não sou de forçar, nem de correr atrás de quem não quer ficar. Mas se você ficar, eu prometo ser leal.


Eu gosto de ouvir, de cantar, de falar sobre livros e vida.

E se você tiver paciência pra atravessar meu medo, vai encontrar do outro lado uma mulher que só quer o que é simples e raro: conexão.


Não precisa chegar com promessas, só com presença.

Me chama pra um café, pra andar na praça, pra trocar ideias sobre o mundo e rir de coisas bobas.

Me olha como quem vê, não como quem examina.

Me escuta como quem sente, não como quem espera a vez de falar.


Se você também acredita no amor — de amizade, de afeto, de alma — talvez a gente se encontre.

E quando isso acontecer, eu vou te reconhecer pelo jeito que o mundo vai finalmente parecer menos pesado com você ali.


Estarei aqui. Cuidando de mim. Tentando não perder a fé.

Porque ainda acredito que as melhores coisas da vida não são forçadas, mas florescem quando a gente não desiste de ser quem é.


N


segunda-feira, 9 de junho de 2025

Lindaa


Linda,

Eu não sei se você faz ideia da forma como me tocou. Talvez nunca vá saber.

Mas hoje eu escolho honrar o que senti — não por você, mas por mim. Porque esse sentimento foi real. Foi intenso. Foi meu.

Tudo começou de forma inesperada. Eu te ouvi antes de te ver. Sua voz me atravessou feito um raio, e desde aquele momento, algo mudou em mim. Me vi te buscando nos corredores, nos olhares, nas possibilidades.

Te amei em silêncio, te idealizei em silêncio, e depois sofri — também em silêncio.

Talvez eu nunca tenha te amado como você é.

Talvez tenha amado o que você despertou em mim: a esperança, a vontade de ser vista, o sonho de um amor diferente, possível, leve.

Você se tornou um refúgio, mesmo sem saber. Mas hoje eu percebo: esse sentimento me fez companhia quando ninguém mais fez. E por isso eu sou grata a ele — e a você, por ter existido na minha vida, mesmo de longe.

Agora, com o mesmo carinho com que te acolhi dentro de mim, eu escolho te deixar ir.

Não pra esquecer, nem pra apagar…

Mas pra abrir espaço. Espaço pra mim. Pra minha verdade. Pra alguém que venha, veja, fique — e me ame de verdade.

Te desejo bem. E desejo a mim mesma: liberdade.


N

terça-feira, 20 de maio de 2025

Eu sou mais do que ontem

 



Hoje, eu olho pra mim com mais cuidado.

Porque eu sei o quanto foi difícil chegar até aqui.

Eu já segurei o choro quando tudo dentro de mim queria desabar. Já sorri por fora quando por dentro só existia silêncio. Já duvidei de mim, já me culpei por sentir demais, por esperar, por me doar. Mas hoje, eu me reconheço. Eu vejo a força que carrego, mesmo quando me sinto frágil.

Eu não sou fraca por sentir tanto. Pelo contrário — é justamente por sentir que continuo viva, sensível, presente. Continuo sonhando, mesmo depois das decepções. Continuo me levantando, mesmo depois das quedas. E isso, eu sei, é coragem.

Nem sempre eu vou saber o que fazer. E tá tudo bem. Não preciso me cobrar tanto. Não preciso estar pronta o tempo todo. O que eu preciso é me acolher. Me olhar com mais ternura. Me permitir crescer no meu tempo, sem pressa, sem culpa, sem precisar provar nada pra ninguém.

Hoje, eu escolho cuidar de mim. Escolho fazer por mim o que tantas vezes esperei dos outros. Escolho me alimentar de leveza, de amor-próprio, de recomeços sinceros. Escolho seguir mesmo com medo, mesmo com dúvidas. Porque lá no fundo, eu sei: eu tô me tornando a mulher que sempre quis ser.

Eu mereço coisas lindas. Mereço paz, mereço reciprocidade, mereço amor sem migalhas.

E o primeiro amor que eu prometo me dar… é o meu.

Hoje, eu celebro a minha história. As dores que sobrevivi, as versões de mim que precisei deixar pra trás, os pedaços que juntei com calma.

Eu sou mais do que ontem. E amanhã, serei mais do que hoje.


N ♡

terça-feira, 13 de maio de 2025

Feliz Vida minha Princesa! 💖

 



Hoje é seu dia.

E mesmo que eu não possa te dizer isso diretamente, mesmo que nossos caminhos estejam distantes, eu não consegui deixar passar em branco. Porque você continua viva em mim, mesmo em silêncio. Mesmo na ausência.

Eu pensei muito em como seria te mandar uma mensagem, te dar um abraço, te ver sorrindo de perto. Eu imaginei a gente sentada, conversando sobre a vida, sobre as coisas simples e boas. Eu queria te dar um presente que não caberia em caixas — queria te dar calma, carinho, presença. Queria te dar um dia bonito, com tudo aquilo que você merece: leveza, amor e verdade.

Tem dias em que eu finjo que passou. Mas hoje, por ser seu aniversário, eu deixo meu coração falar mais alto: sinto sua ffalta. 

Você foi, e talvez sempre seja, aquela pessoa que tocou em algo profundo dentro de mim. Que me fez ver o amor com outros olhos. Que me inspirou a ser melhor, a querer mais da vida, e de mim mesma.

Se eu pudesse te desejar algo hoje — além de saúde, alegrias e conquistas — seria isso: que um dia nossos caminhos se cruzem de novo, com menos medo, mais maturidade, e o mesmo sentimento bonito que nunca deixou de existir aqui dentro.


Feliz aniversário, minha lembrança mais bonita.

Mesmo longe, meu carinho sempre vai te encontrar.


Com amor,

N ♡

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Loucura do meu coração

 



É estranho te escrever isso.

Porque, sinceramente, eu não deveria mais sentir nada.

Depois de tudo.

Depois do silêncio.

Depois da forma como você se afastou.

Mas, mesmo assim... eu ainda sinto.

Mesmo com a decepção latejando, mesmo com a dor de ter sido cortada sem aviso, eu ainda te carrego em mim de um jeito que não sei explicar.

Sinto falta do seu sorriso.

Dos seus olhos, que sempre me disseram mais do que qualquer conversa.

Do seu jeito de andar, de existir, como se nem soubesse o quanto me bagunçava por dentro.

Sinto falta da sua presença.

Do que eu era perto de você.

E por mais que eu me esforce, por mais que eu tente me reconstruir, focar em mim, me curar...

Meu coração ainda grita por você.

Mesmo sabendo que não devia.

E o mais louco de tudo é que a dor… ela até dá trégua, sabe?

Ela silencia quando eu fecho os olhos e lembro do seu rosto, do seu cabelo, da sua boca.

Ela se dissolve um pouco quando minha mente cria cenas de um futuro onde a gente se reencontra, onde tudo volta a fazer sentido, onde você me olha de novo com aquele olhar que eu nunca esqueci.

E aí, por alguns segundos, tudo parece calmo.

Mesmo que seja só fantasia.

Mesmo que eu saiba que talvez isso nunca aconteça.

Eu não queria sentir tudo isso.

Mas eu sinto.

E sinto com força.

Com a mesma intensidade que eu sentia lá no começo, quando você era só um risco bonito de possibilidade.

Talvez um dia isso passe.

Ou talvez não.

Mas enquanto estiver aqui, eu só quero ser honesta.

Comigo. Com o que ainda vive em mim.

E, de algum jeito, com você.

Porque mesmo depois de tudo...

Ainda existe amor aqui.


N ♡

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Te vi.

 



Foi rápido, inesperado, quase cruel da forma como aconteceu. Eu indo pra academia, distraída, no meio da minha rotina… e, de repente, lá estava você. Tão linda quanto sempre foi. Tão imponente, tão você. Meu coração não soube lidar. Disparou. Minhas pernas tremeram. Foi como se o mundo parasse por um segundo — e eu só conseguia te olhar.

Você estava na adega, sorrindo, conversando. E eu ali, tentando parecer normal, tentando não deixar transparecer a bagunça que ver você causou em mim.

A verdade é que eu queria parar ali. Só pra te admirar mais um pouco. Te olhar sem pressa, como alguém que reencontra o que nunca deixou de amar. Mas não pude. Você estava acompanhada. E por mais que eu não saiba quem era, doeu. Doeu porque você não estava comigo. Porque eu não podia simplesmente ir até você e dizer o quanto você ainda mora em mim.

Eu segui. Fingindo força. Fingindo que foi só mais um encontro qualquer. Mas por dentro… tudo desabou.

Ver você reacendeu tudo. Não que tenha apagado algum dia, mas naquele momento, tudo voltou à tona com mais força: a falta que sinto, o carinho que ainda carrego, o amor que ainda é seu, mesmo calado.

Se eu pudesse, te daria um abraço demorado, e talvez até confessasse que te ver hoje mexeu comigo de um jeito que eu não sei explicar. Mas como não posso, deixo essas palavras aqui — no papel, no ar, ou talvez só dentro de mim.


Com amor,

N ♡

terça-feira, 29 de abril de 2025

O amor não obedece

 


É estranho...

Porque eu deveria estar com raiva.

Ou, pelo menos, distante. Fria.

Depois de tudo que aconteceu, da forma como tudo terminou — ou simplesmente parou —, o mais lógico seria não sentir mais nada.

Mas eu sinto.

Sinto muito.

Sinto fundo.

E o pior (ou talvez o mais bonito) é que, mesmo decepcionada, eu ainda a carrego em mim.

Sinto falta do sorriso dela.

Dos olhos que me atravessavam sem dizer uma palavra.

Do jeito de andar, de se mover pelo mundo como se não soubesse o impacto que causava.

Sinto falta do que ela era perto de mim, e talvez até do que eu era perto dela.

Mesmo tentando me reconstruir, mesmo me esforçando pra me amar mais, pra me colocar no centro da minha vida… meu coração ainda grita o nome dela, baixinho, todos os dias.

E eu fico tentando calar esse grito com razão, com lógica, com frases prontas de autoajuda.

Mas ele não cala.

Porque a dor até passa, sabe?

Passa — ou adormece — quando penso nos olhos dela, no cabelo solto, no jeito que a boca dela se curvava quando sorria.

A dor passa quando a minha mente, teimosa e apaixonada, fantasia um futuro onde tudo se acerta, onde a gente se reencontra, se olha de novo, sem medo.

Um futuro onde ela ainda volta.

E aí eu me culpo. Me questiono. Me sinto boba.

Porque sei que não devia sentir isso.

Mas eu também sei: o amor não obedece.

Então hoje eu não vou me cobrar pra esquecer.

Hoje eu só vou me permitir sentir.

Porque talvez, sentir tudo isso, mesmo depois de tudo, seja só mais uma prova de que o que eu vivi — ou sonhei viver — foi real pra mim.

E isso, por mais que doa, também é bonito.


Loucura né,

N ♡

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Sigo me reconstruindo

 


Mas agora, com os olhos ainda inchados e o coração um pouco mais calmo, eu respiro.

E escrevo pra mim o que eu gostaria de ouvir de alguém — mas que preciso aprender a dizer sozinha: vai passar.

Não de uma hora pra outra, não amanhã, não com mágica.

Mas vai.

Porque eu sou forte.

Porque eu sou inteira — mesmo com pedaços faltando.

Porque eu me tenho, e isso precisa começar a bastar.

Eu posso sentir falta, posso lembrar com carinho, posso até desejar que tudo tivesse sido diferente. Mas hoje eu escolho não me perder por quem escolheu me afastar. Escolho me acolher, me cuidar, me colocar no centro da minha própria vida.

Eu mereço amor, sim. Mas não um amor que me exclui, que me silencia, que me bloqueia.

Eu mereço ser vista, ouvida, valorizada.

E, acima de tudo, eu mereço ser minha.

Então eu sigo. Com passos lentos, mas com firmeza.

Vou chorar mais algumas vezes — e tudo bem.

Mas em cada lágrima, eu também deixo ir aquilo que já não cabe.

E em cada recomeço, eu me aproximo mais da mulher que estou me tornando.

Essa dor não me define.

Ela me ensina.


Com mais amor do que ontem,

N ♡

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Parabéns pra mim 🎂

 



Hoje é o meu dia.

E mesmo que eu não tenha todos os motivos do mundo pra sorrir, hoje eu escolho me celebrar. Escolho olhar pra mim com mais ternura, menos julgamento. Porque sobreviver a tudo que eu já vivi não foi pouco. Continuar sentindo, mesmo quando tudo dentro de mim pediu pra endurecer, é um ato de coragem.

Nem sempre as coisas saem como eu espero. Às vezes o que mais quero está distante, às vezes o que eu amo não fica. Mas apesar de tudo, eu continuo. Ainda sonho, ainda amo, ainda acredito. Ainda me levanto e escolho ser melhor — mesmo quando ninguém vê.

Eu tenho dores, falhas, medos que não conto pra ninguém. Mas também tenho força. Tenho um coração que sente além da conta, que ama com profundidade, que deseja construir, não só viver pela metade.

Hoje, no meu aniversário, eu não quero prometer que tudo vai mudar da noite pro dia. Mas quero me lembrar que tudo em mim está em construção. Que não preciso estar pronta pra merecer carinho, amor, respeito. Que só por ser quem sou, já sou digna de coisas boas.

E eu mereço.

Mereço um amor que fique. Mereço amigos verdadeiros. Mereço descanso, mereço colo.

Mereço ser feliz do meu jeito, no meu tempo.

Feliz aniversário pra mim.

Que eu continue me curando, me reconstruindo, me escolhendo.

Que eu continue sentindo — mesmo quando doer.

E que, acima de tudo, eu nunca esqueça: ser eu já é um presente.


Com amor,

De mim, pra mim. ♡

terça-feira, 22 de abril de 2025

Quem procura... acha.

Hoje, a ficha caiu.

E é aquilo que dizem, né? Quem procura… acha.

Eu procurei. Achei. E chorei.

Chorei porque não entendi.

Não entendi o porquê, não entendi o que te levou a tomar aquela atitude.

Doeu. E não foi pouco.

Chorei em silêncio, dentro do meu quarto, com o peito apertado, me perguntando o que eu fiz de errado. O que em mim te incomodou tanto ao ponto de me apagar. Ao ponto de me bloquear, de sumir, de fingir que eu nunca estive aí.

A única coisa que eu sempre quis foi fazer parte da sua vida. Só isso.

Nunca pedi demais. Só queria estar, somar, ser alguém que te fizesse bem.

E agora eu me vejo aqui, sozinha, me sentindo rejeitada por alguém que eu só quis amar.

É difícil entender. E é mais difícil ainda tentar seguir quando a dor aperta no dia seguinte, quando eu deveria estar celebrando minha vida e, em vez disso, estou tentando juntar os cacos que essa ausência deixou.

Mas eu escrevo isso pra mim.

Pra lembrar que o problema não está em sentir.

Que amar não foi um erro. Que me entregar não foi fraqueza.

Que ser sincera com o coração não me faz menos digna — me faz humana.

Hoje doeu.

Mas amanhã, com tempo e cuidado, eu sei que essa dor vai virar aprendizado.

E eu vou continuar. Por mim.


N ♡

terça-feira, 15 de abril de 2025

Por mim

 



Hoje eu só quis escrever.

Sem motivo específico, sem grandes acontecimentos. Só senti vontade de me ouvir mais de perto, de colocar pra fora tudo que tenho sentido em silêncio.

Tem dias em que tudo parece mais pesado. Não sei exatamente o que é — talvez saudade, talvez cansaço, talvez só o coração pedindo um pouco de atenção. Mas mesmo com esse nó no peito, eu olho pra mim e sinto orgulho.

Eu passei por tanta coisa.

Momentos em que me questionei, em que me senti invisível, quebrada, confusa. Momentos em que segui por impulso, ou onde simplesmente tive que sobreviver. E mesmo assim, estou aqui. Um passo de cada vez. Com falhas, sim. Mas também com coragem.

Hoje, mais do que buscar respostas, eu só quero me dar colo. Me dar tempo. Me lembrar de que eu não sou o que me feriu, nem o que me falta. Eu sou tudo aquilo que tenho reconstruído com cuidado — uma mulher que sente muito, que se entrega, que se levanta mesmo quando ainda dói.

Tenho aprendido a ser mais gentil comigo. A aceitar que tudo bem não estar bem o tempo todo. Que tudo bem não saber pra onde ir, desde que eu continue indo. Eu não preciso ter todas as respostas agora. Só preciso continuar sendo fiel a mim.

E mesmo com as dúvidas, sigo com esperança.

De que os dias bons vão voltar.

De que a calma vai chegar.

De que tudo aquilo que é verdadeiro vai ficar.

Hoje, eu me celebro em silêncio.

Pela força que ninguém viu, pelas lágrimas que enxuguei sozinha, pelos recomeços que tive coragem de viver.

Por mim.


N ♡

sábado, 5 de abril de 2025

No silêncio daquele olhar

 


Te vi. Por um instante, nossos olhos se cruzaram, e tudo dentro de mim parou.

Foi rápido, quase sem tempo de respirar. Mas foi suficiente pra me deixar sem chão. Eu tentei parecer indiferente, desviei o olhar, segui o meu caminho. Mas a verdade é que eu só queria parar ali… e ficar. Dizer algo. Qualquer coisa. Só pra não deixar tudo entre nós terminar no silêncio.

Você já vinha distante há algum tempo, e naquele momento eu senti, com toda a força, o peso da sua ausência. Mesmo tão perto, você parecia longe demais de mim. E eu, impotente, só pude observar você indo — sem saber se voltaria. Sem saber se havia algo ainda por dizer, por sentir, por viver.

Desde então, sigo com esse nó guardado.

Com palavras que ficaram presas.

Com um sentimento que não sabe onde se encaixar.

Não sei se você percebeu. Talvez não. Mas naquele dia, mesmo sem troca de palavras, algo em mim desabou. E é por isso que escrevo agora — não pra pedir nada, nem pra cobrar. Só pra deixar registrado que você passou, e ficou. Que mesmo sem saber, você me marcou naquele momento breve, quase invisível, mas tão intenso pra mim.

Você seguiu o seu caminho.

E eu, o meu.

Mas tem coisas que a gente leva — mesmo no silêncio.


N ♡