Foi rápido, inesperado, quase cruel da forma como aconteceu. Eu indo pra academia, distraída, no meio da minha rotina… e, de repente, lá estava você. Tão linda quanto sempre foi. Tão imponente, tão você. Meu coração não soube lidar. Disparou. Minhas pernas tremeram. Foi como se o mundo parasse por um segundo — e eu só conseguia te olhar.
Você estava na adega, sorrindo, conversando. E eu ali, tentando parecer normal, tentando não deixar transparecer a bagunça que ver você causou em mim.
A verdade é que eu queria parar ali. Só pra te admirar mais um pouco. Te olhar sem pressa, como alguém que reencontra o que nunca deixou de amar. Mas não pude. Você estava acompanhada. E por mais que eu não saiba quem era, doeu. Doeu porque você não estava comigo. Porque eu não podia simplesmente ir até você e dizer o quanto você ainda mora em mim.
Eu segui. Fingindo força. Fingindo que foi só mais um encontro qualquer. Mas por dentro… tudo desabou.
Ver você reacendeu tudo. Não que tenha apagado algum dia, mas naquele momento, tudo voltou à tona com mais força: a falta que sinto, o carinho que ainda carrego, o amor que ainda é seu, mesmo calado.
Se eu pudesse, te daria um abraço demorado, e talvez até confessasse que te ver hoje mexeu comigo de um jeito que eu não sei explicar. Mas como não posso, deixo essas palavras aqui — no papel, no ar, ou talvez só dentro de mim.
Com amor,
N ♡

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