Depois de tanto me anular, de calar minha intuição, de tentar ser o suficiente para alguém que nunca me enxergou de verdade… eu precisei me reconstruir.
Não foi rápido. Não foi fácil.
Mas foi necessário.
Em um relacionamento tóxico, a gente vai desaparecendo aos poucos.
Primeiro, questiona nossos sentimentos.
Depois, a nossa voz.
E, por fim, duvida até do nosso valor.
Eu estive lá.
Com o coração sufocado, acreditando que merecia migalhas.
Me confundindo, achando que controle era cuidado.
Que ciúme era amor.
Que silêncio era paz.
Mas um dia — mesmo em pedaços — eu escolhi sair.
Escolhi voltar para mim.
E foi aí que o processo mais difícil começou: o de aprender a me amar de novo.
Amar quem eu sou, com as minhas falhas, meus medos e minhas verdades.
Amar sem a necessidade de me moldar para caber em ninguém.
Amar sem culpa por priorizar minha paz.
Eu ainda estou aprendendo.
Aprendendo que não sou difícil de amar — só fui mal amada.
Aprendendo que amor de verdade não exige dor, nem humilhação, nem sacrifício da minha essência.
Aprendendo que posso confiar de novo — sem pressa, mas com esperança.
Porque apesar de tudo, eu ainda acredito no amor.
Um amor leve, sincero, recíproco.
Um amor onde eu possa ser inteira, e não metade.
Onde eu não precise implorar por presença, por afeto, por cuidado.
Hoje, eu sigo com mais calma.
Não me fechei para o amor — me abri para o amor certo.
E ele começa aqui, dentro de mim.
Eu sou meu primeiro lar. Meu primeiro amor.
E isso… ninguém mais vai tirar de mim.
N ♡
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