Foi só meu.
Esse amor, esse sentimento que cresceu quieto, mas intenso.
Nunca houve troca, nunca houve nós — só um eu, esperando algo que nunca veio.
Idealizei, esperei, alimentei a esperança em silêncio.
Talvez porque meu coração ainda acreditava no impossível.
Mas agora, não mais.
Não vou mais me prender ao que nunca foi.
Não vou mais me machucar tentando enxergar sinais onde só havia ausência.
O que eu senti foi verdadeiro, mas era só meu.
E tá tudo bem.
Eu aprendi com isso.
Aprendi sobre mim, sobre os limites do meu coração, e sobre a coragem de deixar ir o que nunca me pertenceu.
Hoje, eu solto.
Sem raiva, sem culpa, sem mais expectativas.
Só com a leveza de quem escolhe a si mesma.
N ♡

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