Existe um tipo de amor que não precisa de toque pra ser real. Um amor que nasce no silêncio, no olhar distante, nas vontades que se acumulam quando a gente pensa em tudo que poderia ser. É sobre você. É sobre nós — mesmo que esse "nós" ainda não tenha acontecido.
Tem dias em que penso em te esquecer, fingir que o que eu sinto é apenas admiração passageira. Mas tem outros em que você mora tão forte em mim que sinto como se já te conhecesse de outras vidas. Como se meu corpo e minha alma já soubessem o caminho até você. É estranho, mas é bonito.
Eu vejo em você tudo o que sempre desejei: força e doçura, intensidade e calma, liberdade e abrigo. Quando penso em amor, penso na sua voz me chamando no fim do dia, no seu sorriso me fazendo esquecer dos meus traumas. Penso em dançar com você pela casa, em partilhar silêncios, cafés e sonhos. Penso em construir, e não apenas sentir.
Eu sou feita de cicatrizes e medos. Carrego inseguranças, passados confusos, e uma alma que já se quebrou muitas vezes tentando amar. Mas ao mesmo tempo, carrego uma força absurda dentro de mim — essa força que me faz querer crescer, lutar, melhorar. Não só por mim. Por nós. Por você.
Eu não quero viver um amor que seja fuga ou distração. Quero viver um amor que seja casa. E você, mesmo sem saber, já tem esse cheiro de lar pra mim. Eu não quero te encontrar pela metade. Eu quero me preparar, me curar, pra te amar por inteiro. Pra te amar como você merece. Sem pressa, sem pressões, com verdade e presença.
Se um dia você me olhar e decidir ficar, eu prometo que vou estar pronta. Não perfeita, mas real. Com o coração aberto e as mãos estendidas, querendo caminhar com você por todos os dias bons e ruins.
Esse amor que sinto não é platônico. Ele é semente. E todo dia, mesmo em silêncio, eu rego um pedacinho dele com esperança.
Então, se puder… me espera.
Porque eu tô vindo. Por mim. Por você. Por nós.
Com amor,
N ♡

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