Mas agora, com os olhos ainda inchados e o coração um pouco mais calmo, eu respiro.
E escrevo pra mim o que eu gostaria de ouvir de alguém — mas que preciso aprender a dizer sozinha: vai passar.
Não de uma hora pra outra, não amanhã, não com mágica.
Mas vai.
Porque eu sou forte.
Porque eu sou inteira — mesmo com pedaços faltando.
Porque eu me tenho, e isso precisa começar a bastar.
Eu posso sentir falta, posso lembrar com carinho, posso até desejar que tudo tivesse sido diferente. Mas hoje eu escolho não me perder por quem escolheu me afastar. Escolho me acolher, me cuidar, me colocar no centro da minha própria vida.
Eu mereço amor, sim. Mas não um amor que me exclui, que me silencia, que me bloqueia.
Eu mereço ser vista, ouvida, valorizada.
E, acima de tudo, eu mereço ser minha.
Então eu sigo. Com passos lentos, mas com firmeza.
Vou chorar mais algumas vezes — e tudo bem.
Mas em cada lágrima, eu também deixo ir aquilo que já não cabe.
E em cada recomeço, eu me aproximo mais da mulher que estou me tornando.
Essa dor não me define.
Ela me ensina.
Com mais amor do que ontem,
N ♡

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