Princesa,
Eu te amei. E ainda amo de uma forma que talvez você nunca saiba.
Eu te admirei em silêncio por tanto tempo, imaginei conversas, planos, momentos. Quando finalmente tomei coragem de me mostrar, não foi só um gesto romântico — foi um salto no escuro, foi uma parte profunda de mim que se revelou. E tudo que eu queria era poder te conhecer, com calma, com respeito, com verdade.
Mas você escolheu se afastar. Duas vezes.
E por mais que isso tenha me machucado profundamente, eu aceitei. Porque amar também é permitir que o outro vá, mesmo que ele leve um pedaço da gente.
A verdade é que você me ajudou — sem saber — a me libertar de várias mentiras que eu contava pra mim mesma. Você foi o estopim da minha coragem, da minha descoberta, do meu recomeço. E por isso, ainda que a dor exista, eu agradeço.
Mas agora, eu me despeço.
Me despeço da ideia de “nós”, do que nunca foi, e do que talvez nunca poderia ser.
Guardo o que foi bonito, deixo ir o que machucou. Você tem o direito de ir, e eu tenho o direito de continuar.
Que você seja feliz. Que eu também seja.
E que, um dia, quando meu coração bater forte de novo, seja por alguém que queira ficar.
Com amor,
N ♡

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