sábado, 12 de julho de 2025

Quando a verdade chegou

 



Por muito tempo eu me agarrei a uma ideia que me confortava.

Criei desculpas dentro da minha cabeça só pra não sentir o corte fundo que você deixou.

Preferi acreditar que você tinha sumido do mundo — e não de mim.

Era mais fácil pensar que você precisava de tempo, de espaço, que talvez estivesse se protegendo de algo interno, e não se afastando de mim… propositalmente.

Mas a verdade…

Ela chega.

E quando chega, não precisa gritar.

Ela só aparece, crua, simples e dura — e derruba tudo que a gente construiu pra suportar a dor.

Descobri, aos poucos, que não foi o acaso.

Não foi só ausência.

Você escolheu não me ver mais.

Você escolheu apagar meu nome, meu rosto, minha presença.

Me excluir.

E por mais que eu tente racionalizar — entender, aceitar, perdoar — isso ainda me atravessa como uma ferida que não sangra por fora, mas nunca fecha por dentro.

Fiquei em silêncio quando entendi.

Fiquei olhando pro nada, tentando encontrar onde foi que eu errei.

O que foi que eu fiz pra merecer ser retirada da sua vida como se nunca tivesse importado.

Talvez nunca tenha mesmo.

Talvez eu tenha sido só um borrão leve na sua rotina, enquanto você foi o quadro inteiro na minha.

Ainda assim, mesmo com a dor, com a frustração, com esse silêncio que você deixou…

Eu continuo aqui.

E, por mais estranho que pareça, ainda carrego um sentimento bonito por você.

Porque o que eu senti foi verdadeiro.

E, se não foi recíproco, ao menos foi real da minha parte.

É difícil seguir com essa falta.

Mas aos poucos, eu estou aprendendo a olhar pra mim com o mesmo carinho que eu sempre quis que você tivesse comigo.

Aos poucos, estou deixando de perguntar por que você se foi…

E começando a me perguntar: por que eu insisti tanto em ficar?

Mas mesmo assim — mesmo agora — tem dias em que o que dói não é a sua escolha.

É só… a sua ausência.


Com carinho, 

N ♡

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