Tem dias em que tudo pesa.
A vida, a rotina, o mundo.
Tem dias em que até o ar parece mais denso e só o simples fato de existir já cansa.
Me pego pensando, às vezes, em como as coisas seriam se eu tivesse tido mais coragem no passado…
Coragem pra viver do meu jeito, pra me escutar mais e calar as vozes que nunca foram minhas, só opiniões alheias ecoando dentro de mim.
Será que hoje eu estaria mais feliz?
Será que estaria mais leve?
Mas aí eu volto pra mim.
E entendo que esse tipo de pensamento não muda nada — só desgasta ainda mais o que já está frágil.
A vida é agora.
E o que me resta é viver… aproveitar o que chega até mim, mesmo quando chega pequeno, mesmo quando chega machucado.
Viver da melhor forma que eu conseguir, com o que eu tiver.
Ainda assim, preciso admitir: há dias em que levantar da cama é um esforço gigante.
Há dias em que a tristeza aperta, o corpo dói, e a mente grita em silêncio.
E há dias ainda piores…
Aqueles em que não sinto nada.
Nem dor, nem alegria.
Apenas um vazio que parece não ter fim.
E, pra ser sincera, acho que esse é o pior de todos — porque a ausência de sentimento também machuca.
Mas eu sigo.
Mesmo sem rumo, mesmo sem força, eu sigo.
Porque talvez, no meio de tudo isso, exista alguma luz que eu ainda não consigo enxergar… mas que está lá, esperando por mim.

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