quarta-feira, 11 de junho de 2025

Sobre a felicidade (e sobre mim)

 


Aprendi que a felicidade não grita.
Ela é silenciosa, simples e, muitas vezes, passa despercebida nos detalhes.
Ela aparece quando minhas filhas sorriem do nada, quando o dia termina em paz, ou quando escuto uma música que me abraça por dentro.
Às vezes, felicidade é só conseguir respirar fundo e sentir que estou viva — mesmo cansada, mesmo com tudo o que já passei.

Eu não tive uma caminhada leve.
Houve luto, solidão, dúvidas e dias difíceis.
Criei meus filhos com coragem e amor, mesmo quando tudo parecia pesado demais.
Não sou perfeita.
Mas sou real.
E todos os dias, dou o melhor de mim — mesmo quando ninguém vê.

Felicidade, pra mim, não é ausência de dor.
É saber que, apesar da dor, eu continuo.
É ter um coração que ainda acredita no amor, mesmo depois de ter sido quebrado.
É ter fé em recomeços.
É me olhar no espelho e, aos poucos, aprender a me amar de verdade.

Hoje eu sei: a felicidade não é um lugar que se chega.
É algo que se cultiva dentro, mesmo quando lá fora tudo balança.
E nesse caminho, eu tenho me encontrado.
Do meu jeito. No meu tempo.
E isso — já é felicidade.

N

Nenhum comentário:

Postar um comentário