segunda-feira, 28 de julho de 2025

Tentando florescer em meio ao caos

 



Eu não sei nem por onde começar.

É como se tudo tivesse virado do avesso de novo, e eu nem sei direito o que tô sentindo.

Tem dias que acho que tô esquecendo… no outro, só de ouvir o nome dela ou lembrar de um corredor de mercado, parece que tudo volta com força, como se nunca tivesse ido embora.

Eu tô cansada. Cansada de tentar apagar um sentimento que não quer ir embora.

Cansada de gostar de gente que não fica.

De me apegar a olhares que talvez eu tenha inventado.

De alimentar esperanças com quase nada.

Mas, ao mesmo tempo, tem uma faísca aqui dentro.

Tem esse "docinho" que apareceu e mexeu comigo.

Um sorriso, uma voz, um gesto bobo… e eu já tô sonhando acordada.

Será que eu tô só carente?

Será que é real?

Será que sou eu de novo, criando filme na cabeça?


É tanta dúvida, tanto medo, tanto querer...

Quero ser forte. Quero ser fria.

Mas sou só essa mulher que sente demais, que pensa demais, que ama com tudo — mesmo quando tenta esconder.

Eu queria ser pedra, mas sou flor.

E flores, mesmo feridas, continuam tentando nascer no meio do concreto.

Talvez seja isso que eu tô fazendo.

Tentando florescer de novo.

Mesmo com o coração todo remendado.


N

quarta-feira, 16 de julho de 2025

E se um dia..

 



E se um dia a gente se encontrar de novo?

Sem pressa, sem dor, sem mágoa.

Você ali, eu aqui… mais inteiras, mais maduras, mais em paz.

E se, por acaso, o universo resolver cruzar nossos caminhos outra vez?

Talvez eu não diga nada no começo.

Talvez eu só sorria.

Talvez você nem imagine o quanto eu esperei por esse momento — mesmo que em silêncio, mesmo que sem admitir pra ninguém.

Mas se acontecer, se um dia você me olhar como quem vê com o coração…

Espero que perceba: o que eu senti nunca foi pequeno.

Nunca foi distração, carência, ilusão.

Foi amor. Real. Grande. Intenso.

Se um dia você quiser saber da minha parte da história, eu conto.

Sem peso, sem mágoa, sem cobrança.

Conto como foi te amar em segredo, te sonhar de longe, te perder sem nunca ter tido.

E como, ainda assim, eu aprendi a me amar no meio disso tudo.

Porque apesar da dor, do vazio, da falta — você foi meu ponto de partida.

Foi através do amor que eu senti por você que eu descobri a força de voltar pra mim.

Foi por querer te dar o melhor de mim que eu comecei a me tornar quem eu sou agora.

E se um dia a vida te trouxer de volta…

Se um dia nossos caminhos se cruzarem de novo, mais calmos, mais verdadeiros…

Talvez a gente se reconheça no olhar.

E talvez, só talvez, a gente ainda tenha algo pra viver.

Ou talvez não.

Mas saber que essa possibilidade existe… já me faz sorrir.


Com amor, 

N ♡

terça-feira, 15 de julho de 2025

Estou voltando pra mim

 


Eu ainda sinto sua falta.

Muito mais do que eu gostaria.

Mas, aos poucos, eu estou aprendendo a lidar com isso.

Estou evitando os lugares em que posso te encontrar, não porque eu não queira te ver, mas porque te ver… e não te ter… me despedaça devagar.

É estranho viver com esse tipo de saudade — uma saudade viva de alguém que ainda existe, mas já não está mais aqui.

Você não faz parte da minha vida, e mesmo assim, sua ausência preenche tudo.

Mas ainda assim… eu sigo.

Sigo me cuidando.

Sigo estudando, trabalhando, tentando ser melhor por mim.

Fazendo aquilo que, durante muito tempo, eu só conseguia imaginar fazendo por você.

Hoje, cada passo que dou é pensando em mim.

E isso não diminui o amor que ainda sinto por você.

Pelo contrário.

Talvez só mostre o quanto esse amor é real: porque mesmo te amando tanto, eu entendi que preciso me amar também.

Se um dia a vida te trouxer de volta, se um dia você quiser me conhecer de verdade, sentar e ouvir tudo o que ficou guardado… e se, nesse dia, eu ainda estiver aqui, inteira, disposta…

Pode apostar: vou te amar com leveza, com presença, com tudo o que eu sempre quis te dar.

Mas agora… é o momento de ser tudo isso pra mim.

De olhar pro espelho e enxergar valor.

De cuidar da mulher que sempre quis cuidar de você.

De me amar com a mesma intensidade que eu te amo — porque sim, eu ainda te amo.

E caramba… como eu te amo.

Mas agora, eu tô voltando pra mim.

E isso… isso também é amor.


Com carinho,

N ♡

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Onde te encontro, mesmo sem te ter

 



Às vezes eu fecho os olhos e te encontro.

Não como você está hoje, nem como foi naquele último dia — mas como você é quando vive dentro de mim.

Nesse lugar onde você ainda sorri pra mim. Onde a gente conversa sem medo. Onde não existe distância nem silêncio, só presença.

A vida que eu imagino com você é feita de coisas simples.

É a gente rindo de bobagens no fim do dia, dividindo o café da manhã num domingo preguiçoso.

É você encostando o rosto no meu ombro no meio de um filme.

É a gente andando de mãos dadas por aí — sem precisar explicar pra ninguém o que sente.

Às vezes, só pensar nisso já me dá paz.

Porque nesse mundo que a minha mente criou, você nunca foi embora.

Você não me bloqueou, não me evitou, não me apagou.

Você ficou.

Você quis.

Eu sei que isso não é real.

Mas tem dias em que é tudo que eu tenho.

Tem dias em que imaginar é menos doloroso do que lembrar.

E por mais que eu tente seguir com a vida real, tem uma parte de mim que volta pra esse lugar sempre que dói.

Sempre que eu sinto sua falta sem poder dizer.

Sempre que o mundo pesa e tudo que eu queria era o alívio da sua voz.

Talvez esse seja o espaço onde esse amor pode existir sem ser rejeitado.

Onde eu posso te amar do meu jeito, sem medo, sem medidas, sem consequência.

E mesmo que a realidade seja outra, mesmo que você nunca saiba o quanto tudo isso ainda vive aqui…

Eu ainda me permito, de vez em quando, visitar esse lugar.

Porque lá, mesmo que só por um instante, eu tenho você.

E tudo faz sentido.


Com carinho, 

N ♡

domingo, 13 de julho de 2025

Se você soubesse..

 



Se você soubesse tudo o que eu ainda sinto…

Talvez se assustasse.

Ou talvez não.

Talvez soubesse, e apenas tenha escolhido não querer saber.

Mas se soubesse de verdade — se visse o que acontece aqui dentro cada vez que escuto um nome parecido com o seu, cada vez que passo por lugares que guardam suas lembranças…

Talvez entendesse por que ainda dói tanto.

Porque não é que eu queira te prender em mim.

Não é que eu não aceite sua escolha, sua ausência, o silêncio que virou regra.

É só que meu sentimento não sabe obedecer o tempo.

E, mesmo depois de tudo, ele insiste em te amar com a mesma força do começo.

Se você soubesse, entenderia por que eu perco o fôlego só de lembrar do som da sua voz.

Por que meus pensamentos ainda fazem morada no seu sorriso, no seu jeito de andar, naquele olhar que parece me atravessar até hoje — mesmo sem me ver.

Se você soubesse…

Talvez me olhasse diferente.

Ou talvez me olhasse do mesmo jeito — e essa seria a resposta mais clara que eu poderia receber.

Mas a verdade é que, mesmo se você nunca souber…

Mesmo se eu nunca disser, nunca tiver a chance, nunca encontrar coragem ou espaço pra falar…

O que sinto ainda é meu.

E agora, aos poucos, eu aprendo a cuidar desse sentimento como quem cuida de uma flor que não vai florescer — mas que ainda assim é bonita demais pra ser arrancada à força.

Hoje, eu começo a me perguntar o que eu quero pra mim.

Se esse amor, que me consome tanto, também me constrói.

Ou se ele só me prende a um lugar onde só eu estou.

E mesmo sem saber todas as respostas, uma coisa eu sei:

Se um dia você quiser saber… eu vou ter coragem de te contar.

Porque te amar, apesar de tudo, ainda é uma das coisas mais reais que já existiu em mim.


Com carinho, 

N ♡

sábado, 12 de julho de 2025

Quando a verdade chegou

 



Por muito tempo eu me agarrei a uma ideia que me confortava.

Criei desculpas dentro da minha cabeça só pra não sentir o corte fundo que você deixou.

Preferi acreditar que você tinha sumido do mundo — e não de mim.

Era mais fácil pensar que você precisava de tempo, de espaço, que talvez estivesse se protegendo de algo interno, e não se afastando de mim… propositalmente.

Mas a verdade…

Ela chega.

E quando chega, não precisa gritar.

Ela só aparece, crua, simples e dura — e derruba tudo que a gente construiu pra suportar a dor.

Descobri, aos poucos, que não foi o acaso.

Não foi só ausência.

Você escolheu não me ver mais.

Você escolheu apagar meu nome, meu rosto, minha presença.

Me excluir.

E por mais que eu tente racionalizar — entender, aceitar, perdoar — isso ainda me atravessa como uma ferida que não sangra por fora, mas nunca fecha por dentro.

Fiquei em silêncio quando entendi.

Fiquei olhando pro nada, tentando encontrar onde foi que eu errei.

O que foi que eu fiz pra merecer ser retirada da sua vida como se nunca tivesse importado.

Talvez nunca tenha mesmo.

Talvez eu tenha sido só um borrão leve na sua rotina, enquanto você foi o quadro inteiro na minha.

Ainda assim, mesmo com a dor, com a frustração, com esse silêncio que você deixou…

Eu continuo aqui.

E, por mais estranho que pareça, ainda carrego um sentimento bonito por você.

Porque o que eu senti foi verdadeiro.

E, se não foi recíproco, ao menos foi real da minha parte.

É difícil seguir com essa falta.

Mas aos poucos, eu estou aprendendo a olhar pra mim com o mesmo carinho que eu sempre quis que você tivesse comigo.

Aos poucos, estou deixando de perguntar por que você se foi…

E começando a me perguntar: por que eu insisti tanto em ficar?

Mas mesmo assim — mesmo agora — tem dias em que o que dói não é a sua escolha.

É só… a sua ausência.


Com carinho, 

N ♡

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A ausência não apaga

 



Eu já sabia que ia doer.

A gente já não se falava mais, você estava em outra, e mesmo assim… eu deixei pra comprar as coisas da viagem em cima da hora, só pra te ver mais uma vez antes de partir.

Era um plano bobo, eu sei. Mas eu precisava da sua presença, mesmo que fosse de longe. Mesmo que você nem notasse a minha.

Ia passar um mês fora, e só de imaginar ficar esse tempo todo sem te ver — sem ao menos te cruzar por acaso —, meu coração apertava de um jeito que me deixava sem ar.

Você já não era mais parte da minha vida diretamente…

Mas saber que você existia ali, perto, acessível, viva no meu cotidiano, me dava uma paz que eu não consigo explicar.

Era como se, por um instante, tudo se ajeitasse só por saber que você estava por aqui.

Viajei. E, pra ser sincera, quase não fui.

Mas fui.

E o que me sustentava durante aqueles dias era te ver — mesmo que só pelas redes sociais. Fotos, vídeos, qualquer sinal da sua existência.

Era o meu consolo.

Era assim que eu tentava lidar com a sua ausência: me agarrando às pequenas presenças virtuais que ainda restavam.

Até que, pouco antes do Natal, tudo sumiu.

Você desapareceu.

De tudo.

Como se tivesse apagado qualquer possibilidade de eu te alcançar — mesmo à distância.

Foram três dias que pareceram infinitos.

Passei o Natal com os olhos inchados, o peito afundado numa tristeza que ninguém soube nomear.

Doía.

Doía porque eu não entendia.

Doía porque eu não sabia o que tinha feito.

Doía porque o único pensamento que eu conseguia repetir era: “por quê?”

Mas eu me iludo fácil, né?

Então inventei que você só tinha excluído as redes. Que não tinha nada a ver comigo.

Me agarrei nessa ideia como quem se agarra a uma tábua no meio do mar revolto.

E assim segui. Fingindo que tava tudo bem. Fingindo que aquilo não foi um adeus silencioso.

Eu segui acreditando nisso por meses.

Até que a verdade apareceu.

Mas essa parte… fica pra outra carta.

O que eu sei é que, mesmo com toda essa ausência…

Mesmo sem sua presença, sua voz, seu rastro…

Você ainda morava em mim.

E a dor da sua distância nunca foi maior do que o amor que ficou.


Com carinho,

N ♡