Coração é que nem castelo de areia, qualquer esbarrão desmancha. Aí um dia a gente encontra alguém por aí, se apaixona e constrói um castelinho. A gente enfeita o castelo, coloca ouro e diamantes. A gente fica meio boba, meio sem sentido. Eu sei bem como é. De repente acontece tanta coisa bonita, a gente sorri, a gente começa a achar a vida mais bela. De repente a gente se sente assim, F-E-L-I-Z. Só que do mesmo jeito que as coisas boas chegam, elas também podem ir embora, e é essa a grande merda. Porque a gente de um dia pro outro tem que aprender a ser forte, e tem que seguir em frente, como se decepção fosse normal, é normal, a gente sabe, mas ninguém está preparado pra isso, ninguém está preparado pra ver alguém que ama indo embora. Eu construí o meu castelo, enchi de flores, de cores e blablablá. Eu estampei um sorriso enorme no meu rosto quando te vi chegar, eu me senti no céu, mas aí você foi embora, e o meu castelo desmoronou, despencou pra ser bem sincera. Ah, era tão bonito o meu castelo. Mas o que sobrou disso tudo foi apenas eu, eu sem você, eu sem nós dois, eu com eu. O que ficou desse castelo foram as minhas lembranças doces, as minhas lágrimas amargas. Caramba, como dói dizer isso, mas a verdade é que eu ainda te amo, e amo muito, muito mesmo. Amo você mesmo na dor, mesmo na angústia e na saudade. Amo de um jeito que a gente não deve amar ninguém e ficou um vazio, um espaço enorme aqui. Porque aquele castelo que eu tinha construído pra nós dois ocupava um espaço enorme sabe, ele era também a minha relíquia, o meu foco, e agora que eu fiquei sem você, eu não tenho mais foco. Eu me abandonei, me deixei de lado, de tal forma que nem quero mais me levantar da cama, nem quero mais abrir a janela. Talvez um dia eu reconstrua o meu castelinho, mais penso que sem você é difícil, quase impossível. Amor é uma droga mesmo né, a gente sabe que não vai dar certo e insiste. Amor faz a gente ver coisas que não existem, faz a gente ficar meio doida, desvairada. O jeito é varrer a areia que sobrou do meu castelo, recolher os diamantes e seguir em frente, sempre em frente. Porque infelizmente não tem como seguir para trás, não tem como apertar r-e-p-e-a-t, esse botão deve estar quebrado, infelizmente tudo o que a gente pode fazer depois de uma decepção é manter a cabeça erguida e continuar de pé. Porque depois de uma, vem outra, e outra e outra, e se a gente parar na primeira, como é que aprende? Como a gente vai aprender a ser forte, se a gente não precisar ser forte de vez em quando? Vou recomeçar, vou construir um novo castelo pra mim, só que da próxima vez vou botar chave na porta, vou escolher direitinho quem é que vai entrar. Há coisas que eu não quero viver de novo, não quero mais me ver deitada em pleno sábado a tarde pensando em você. Não quero mais desperdiçar lágrimas com pessoas que não merecem. Mas a gente ama, a gente dá sim, duas, três, quantas chances for preciso. Eu tô aqui ainda, tô reconstruindo o meu castelinho de areia e esperando o próximo hóspede. Se for você que ótimo, se não for que ótimo também. Nada como um dia após o outro, nada como um gole atrás do outro. Uma hora eu te esqueço, ponho Fé nisso. E enquanto isso não acontece eu curto minha solidão, eu fico aqui com o apego e toda a saudade de sempre. Saudade é o que sobrou, sempre sobra...terça-feira, 24 de julho de 2012
Castelo de Areia *
Coração é que nem castelo de areia, qualquer esbarrão desmancha. Aí um dia a gente encontra alguém por aí, se apaixona e constrói um castelinho. A gente enfeita o castelo, coloca ouro e diamantes. A gente fica meio boba, meio sem sentido. Eu sei bem como é. De repente acontece tanta coisa bonita, a gente sorri, a gente começa a achar a vida mais bela. De repente a gente se sente assim, F-E-L-I-Z. Só que do mesmo jeito que as coisas boas chegam, elas também podem ir embora, e é essa a grande merda. Porque a gente de um dia pro outro tem que aprender a ser forte, e tem que seguir em frente, como se decepção fosse normal, é normal, a gente sabe, mas ninguém está preparado pra isso, ninguém está preparado pra ver alguém que ama indo embora. Eu construí o meu castelo, enchi de flores, de cores e blablablá. Eu estampei um sorriso enorme no meu rosto quando te vi chegar, eu me senti no céu, mas aí você foi embora, e o meu castelo desmoronou, despencou pra ser bem sincera. Ah, era tão bonito o meu castelo. Mas o que sobrou disso tudo foi apenas eu, eu sem você, eu sem nós dois, eu com eu. O que ficou desse castelo foram as minhas lembranças doces, as minhas lágrimas amargas. Caramba, como dói dizer isso, mas a verdade é que eu ainda te amo, e amo muito, muito mesmo. Amo você mesmo na dor, mesmo na angústia e na saudade. Amo de um jeito que a gente não deve amar ninguém e ficou um vazio, um espaço enorme aqui. Porque aquele castelo que eu tinha construído pra nós dois ocupava um espaço enorme sabe, ele era também a minha relíquia, o meu foco, e agora que eu fiquei sem você, eu não tenho mais foco. Eu me abandonei, me deixei de lado, de tal forma que nem quero mais me levantar da cama, nem quero mais abrir a janela. Talvez um dia eu reconstrua o meu castelinho, mais penso que sem você é difícil, quase impossível. Amor é uma droga mesmo né, a gente sabe que não vai dar certo e insiste. Amor faz a gente ver coisas que não existem, faz a gente ficar meio doida, desvairada. O jeito é varrer a areia que sobrou do meu castelo, recolher os diamantes e seguir em frente, sempre em frente. Porque infelizmente não tem como seguir para trás, não tem como apertar r-e-p-e-a-t, esse botão deve estar quebrado, infelizmente tudo o que a gente pode fazer depois de uma decepção é manter a cabeça erguida e continuar de pé. Porque depois de uma, vem outra, e outra e outra, e se a gente parar na primeira, como é que aprende? Como a gente vai aprender a ser forte, se a gente não precisar ser forte de vez em quando? Vou recomeçar, vou construir um novo castelo pra mim, só que da próxima vez vou botar chave na porta, vou escolher direitinho quem é que vai entrar. Há coisas que eu não quero viver de novo, não quero mais me ver deitada em pleno sábado a tarde pensando em você. Não quero mais desperdiçar lágrimas com pessoas que não merecem. Mas a gente ama, a gente dá sim, duas, três, quantas chances for preciso. Eu tô aqui ainda, tô reconstruindo o meu castelinho de areia e esperando o próximo hóspede. Se for você que ótimo, se não for que ótimo também. Nada como um dia após o outro, nada como um gole atrás do outro. Uma hora eu te esqueço, ponho Fé nisso. E enquanto isso não acontece eu curto minha solidão, eu fico aqui com o apego e toda a saudade de sempre. Saudade é o que sobrou, sempre sobra...
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